O Dia em que Fotografei Tim Maia


Naquela manhã ensolarada, ia fotografar Tim Maia em meu estúdio. Pela quinta vez, e depois de um certo atraso, ligo para o Tim que, com sua voz grave me fala: “Pô, bicho, esqueci.”

Seguindo os conselhos de Felipe Taborda – mais uma vez parceiro nesse trabalho e em muitos outros que ainda vão aparecer por aqui – imeditamente me ofereci para ir até ele. Tim, meio sem ação, não teve como negar.

Cheguei em seu apartamento na Barra e fui extremamente bem recebido por aquela figura simpática e gentil. Montei o flash e defini que aproveitaríamos a porta da varanda para conseguir um fundo de céu azul.

Fui medir a luz e, no primeiro disparo de flash, derrubei a luz de todo o andar! Depois da gambiarra feita pelo porteiro, prossegui com a foto. E dá-lhe boa vontade do nosso astro! Então, pedi ao Tim para se posicionar junto à porta da varanda e ouvi: “Pô bicho, morro de medo de altura“.

Gentilmente, mostrei a ele que além da porta havia ainda 3 metros de varanda para trás e o lembrei de que era a capa de um disco importante. Mesmo assim deixei claro que, se ele não ficasse à vontade, procuraríamos uma solução. Depois do primeiro polaroid, ele se acalmou.

A sessão começou com Tim usando uma camisa estampada e fizemos alguns rolos de filme. Mas o estampado da camisa não combinava com o fundo azul do céu. Pedi ao assessor dele que procurasse uma camisa lisa, para termos uma imagem mais limpa.

Tim aproveitou a pausa, descansou um pouco e voltou com uma belíssima camisa de seda azul e bem mais confiante para segunda sessão de fotos. Mais alguns rolos, vencendo a timidez e a acrofobia do grande Tim, tínhamos a foto!!

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